Manhã em São Paulo
Destino
Brasília/DF: Saída de São Paulo...1:20 h de vôo até
Brasília.
Sobrevôo pelo planalto central...grandes e inúmeras fazendas
agrícolas de soja, soja, soja... e de gado, gado e mais gado...
Visitas: Ministérios da Cultura e Turismo para
coleta de dados
Tarde na
Rodoviária
Destino Alto Paraíso: Saída da
rodoviária...4 h até Alto Paraíso. Paradas por São Gabriel e São Jõao
D´Aliança
Por estarmos na capital do país, a rodoviária ainda está longe do que deveria proporcionar em termos de estrutura, limpeza e serviços...
Tivemos a informação de que o transporte era bom,
porém subir num micro ônibus foi uma surpresa, apesar das boas condições do
veículo. Além de nossa equipe que ia a trabalho, havia ainda ciganos,
agricultores e turistas finlandeses. Uma mistura que já demonstrava o que
encontraríamos pela frente, a diversidade.
Com o micro ônibus cruzamos pelas cidades de São
Gabriel e São João D’Aliança, cidades tipicamente agrícolas. Muitos
agricultores e moradores da região subiam e desciam pelo percurso em meio àquela
imensidão das fazendas cortadas pela estrada. Olhávamos de um lado...do
outro...e, vez em quando avistava-se uma casinha lá no meio da plantação para
onde supostamente seguiriam. Casais de velhos agricultores, mulheres com
crianças e, jovens que os esperavam na beira da estrada montados numa velha
bicicleta. 
Aos
poucos a paisagem começava a mudar. A planície das plantações foi sendo
substituída por serras, colinas, até vislumbrarmos os grandes platôs que
caracterizam os arredores do parque nacional, assim como a vegetação do cerrado
brasileiro.
Quase noite em Alto Paraíso -
GO
Muitos dos passageiros desembarcaram na pequena
cidade da qual o parque faz jurisdição, Alto Paraíso. Mas acreditem, o
micro ônibus ainda seguiria para cidades do Estado do Tocantins!
Da pequena cidade, que por sinal é bem simpática
com muitas pousadas, restaurantes, operadoras e agências de turismo, bancos,
comércio e serviços, seguimos com nosso serviço de guia – Guia São Jorge – num
veículo 4 x 4, pois dali, ainda teriamos mais 35 km de estrada em terra batida
até a Vila São Jorge, pequeno povoado onde está a entrada do Parque Nacional da
Chapada dos Veadeiros, ou simplesmente PNCV.
O entardecer do planalto central é realmente
deslumbrante. A imensidão do céu, dos grandes morros que saltam em sua
direção, dos vales que se abrem em nosso caminho à Vila São Jorge, dos paredões
que nos acompanham ao lado da estrada, mostram a força da natureza e, ao mesmo
tempo, sua fragilidade diante de atos inconseqüentes do homem.
Noite em Vila São
Jorge
Chegamos à pousada escolhida, a Trilha Violeta,
do Hércules. Como a maioria das pousadas, o serviço incluso na diária
restringe-se ao café da manhã, já que muitos turistas ficam praticamente o dia
inteiro fora, espalhados pelas trilhas que fazem do lugar, a melhor
atração. Os quartos são pequenos mas extremamente agradáveis e simpáticos
com todo o clima do local, ou seja, místico pelos cristais e rústico pelo que a
natureza proporciona.
Depois de um dia inteiro de pesquisa e primeiras
observações, procuramos por uma boa refeição para a equipe. Ali no
vilarejo com ruas de terra e areia, é bom andar com o seu “melhor
calçado”. Tem que ser aquele velho e confortável, de preferência aquela
sandália ou chinelão mesmo, com os pés soltos pra relaxar. Deixar os “pés
presos” naquele tênis Nike, Puma... é um desperdício. Deixe isso para o
momento das caminhadas.
Como chegamos numa segunda-feira, alguns
restaurantes estavam fechados. Abrem de 5ª a domingo. Outros
funcionam à todo vapor, como o Feitiço da Vila, de propriedade do casal Magda e
Roberto. Uma surpresa de cardápio! Requinte com simplicidade, de
muito bom gosto e pitada de regionalismo. Mesas iluminadas à luz de vela,
bancos de madeira, artesanato espalhado pelo ambiente e, menu de salmão com
molho agridoce, frango com molho de manga, saladas com uma diversidade de molhos
especiais e muito mais!

A simplicidade é marca registrada do
local. Amizades se fazem em segundos. No jantar conhecemos um belo
casal de Brasília que por paixão ao local, casaram-se ali quando jovens e
adquiriram há pouco tempo, uma pequena propriedade na Vila para o descanso da
família. A paixão, o amor e o cuidado que as pessoas adquirem pelo local
não tem descrição. Brilham nos olhos e nas histórias que cada um plantou
ali. O próprio Roberto como ele mesmo comenta “não calça um sapato social
como em sua época de executivo na capital federal, há pelo menos 5
anos!!”. Ele estava de bermuda, camiseta e chinelinho de dedo servindo a
gente. E Magda, resumiu o local numa única palavra que descreve tudo na
Chapada, a EXUBERÂNCIA do local.
Ao final do aconchegante jantar nos recolhemos em
direção à pousada, sem antes deixar de constatar o comentário de Magda.
Levantar os olhos para o céu e procurar pelas estrelas. E neste simples
movimento, apesar das pesquenas casas do vilarejo e das grandes árvores que nos
cercavam, podemos nos certificar da “exuberância” e força das estrelas que
iluminam a região.
Nosso primeiro dia demonstrou muito do que
encontraríamos em nossa pesquisa de campo.
MAIS... 
Periodicamente nossos internautas podem compartilhar um
pequeno descritivo da produção do projeto PARQUES NACIONAIS DO
BRASIL Através de breves momentos do DIÁRIO DE CAMPO de
nossa equipe que são publicados em nossas páginas da web, muitos poderão
antecipadamente muitos detalhes de cada Parque visitado. Boa leitura à
todos!
Diario de Campo - 1o. dia
Destino Brasília/DF: Saída de São Paulo...1:20
h de vôo até Brasília...
Diario de Campo - 2o. dia
Nosso 2º. Dia na Vila São Jorge foi rico em informações, visitas a campo
e coleta de muitas informações que enriqueceriam imensamente o roteiro de nosso
projeto. 
Diário de Campo - 2o. dia - As primeiras
trilhas
Logo que o turista
chega ao parque, encontra o Centro de Visitantes. Lá encontrará exposição
de fotos e muitos mapas ilustrando toda região.
Diario de Campo - 3o. dia
Nosso dia estava reservado a observar os animais do parque.
Conhecer as espécies mais comuns do local, tais como o lobo guará, as emas,
seriemas, o carcará e principalmente aquele que deu nome à região, o veado
campeiro. 
Diário de Campo - 4o. dia
Os
dias continuaram a amanhecer ensolarados. Os pássaros alimentando-se de
pequenos insetos... ![]()
Conheça mais sobre o projeto
Com poucas palavras e textos, o projeto demostra
através de imagens instantâneas criteriosamente captadas em sutis flagrantes, as
mais belas características de todos os parques nacionais do país.
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