Joceline Alemar é formada em Comunicação Social na Universidade
Federal do Paraná: Jornalismo em 1998 e Relações Públicas em 2000. Especializada
em jornalismo econômico - Agrobusiness, atuando em comunicação empresarial e
marketing de relacionamento. Realizou importante pesquisa para
a FFC sobre o mercado paralelo de insumos para informática revelando
importante panorama bem diferente do que se imaginava.
"Já no primeiro ano de faculdade, fiz estágios voluntários
porque sentia a necessidade de estar em contato com o mercado de trabalho.
Naquela época, estágio em jornalismo era proibido por lei e eram ofertadas
pouquíssimas vagas nas redações paranaenses, forçando os estudantes a disputar
vagas em empresas, prestando assessoria de imprensa. Com o tempo, depois de
formada, provei os dois lados da maçã: fui repórter de revistas segmentadas e
também assessora de imprensa, em períodos diferentes. Na redação aprendi a
valorizar o trabalho do assessor de imprensa, analisar e diferenciar uma boa
sugestão de pauta. Também aprendi que a imparcialidade deve estar presente no
dia-a-dia dos veículos, pois o profissional de comunicação é um formador de
opinião e pode, num piscar de olhos, fazer ou desfazer a boa imagem de uma
pessoa ou de uma empresa. É uma linha muito tênue, mas extremamente desafiadora.
Como assessora de imprensa, percebi que quando se trata de jornalismo,
cada segundo faz uma enorme diferença. Você tem que ser rápido, perceber que há
notícia no chão-de-fábrica, no escritório ou no serviço que a empresa oferece.
Um sofista que conhece de tudo um pouco para tentar ajustar suas idéias. Hoje, a
comunicação empresarial tomou um rumo importantíssimo, tanto na difusão de
informações, quanto na qualidade e triagem do conteúdo veiculado. Diferente do
que se pensava nos primórdios, os jornais empresariais, mais conhecidos como
house organs, impressionam tanto do ponto de vista estético quanto editorial,
provando que a reciclagem de conhecimento é vital para qualquer profissional.
Para quem está começando, uma dica importante é perceber que há muito
mais no jornalismo do que a televisão e a popularidade nacional. O bom
jornalista é aquele que sabe ouvir, aquele que coloca a informação real a
serviço da sociedade.
O reconhecimento acontece naturalmente, basta
trabalhar muito e não ter medo de admitir e dizer: Olá, preciso da sua ajuda”.
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