Em boa hora esse pedido de atualização dos colaboradores.
Não sei para os demais, mas essa atualização pra mim vai ser uma boa viagem por
minhas escolhas profissionais dos últimos anos. Todas ligadas à comunicação e
cultura.
Formado em Jornalismo pela UFRN em 2005, desde então atuo
ora como jornalista, ora publicitário, ora assessor de imprensa e ora eu junto
isso tudo e vou produzir eventos culturais. Minha experiência com cultura
começou cedo e no curso de jornalismo pude explorar melhor a literatura da
chamada Contracultura através de um e-zine chamado Contrac. Essa experiência
gerou meu primeiro site e fez nascer em mim meus primeiros conceitos de
comunicação e arte. Minha primeira experiência como assessor de imprensa começou
por ai e se profissionalizou dentro de uma empresa de assessoria e se afinou
quando trabalhei na redação de um jornal, devido a grande quantidade de releases
que eu recebia e às vezes tinha de corrigir pra reencaminhar.
Nessa
época recebi o convite para trabalhar na produção de um evento que circularia o
RN levando bandas, artesanato e oficinas. Passada essa experiência, em 2006
comecei a atuar como produtor independente e fechei minhas primeiras parcerias,
buscando a independência financeira, tão almejada por freelancers. A primeira
parceria foi com a Designer Mariana Marques, que começou a dar uma identidade
visual para os projetos que eu já desenvolvia e para os que estavam para
começar. Em troca ofereci assessoria de imprensa e a produção do lado artístico
dela, a poeta Mariana Flor. Essa parceria dura até hoje.
2007 foi o ano
que marcou minha saída da produção cultural independente para uma nova carreira:
redator publicitário. Cansado da correria e dos resultados obtidos com a
parceria na Estação Ribeira, - local que tentava se consolidar como centro
cultural - decidi ir atrás de uma ocupação fixa e numa lida pelos classificados
do jornal, vejo um anúncio de emprego para revisor de texto... e o anúncio
estava errado... Bingo! Comecei então a carreira publicitária, e como revisor de
textos. Uma semana depois, a paixão pela escrita, a experiência com o jornalismo
e os anos dedicados ao Contrac me fizeram ganhar o primeiro aumento no meu novo
emprego: um acúmulo de função – Não seria mais o revisor, agora era revisor
barra redator. E no papel era redator auxiliar... Mal tinha começado o emprego e
já tinha dúvidas de quem eu era. Mas o que importa é o que eu fiz. Acúmulo pouco
é bobagem e em dois anos de agência, as barras aumentaram desproporcionalmente
em relação ao $$, mas como tudo tem seu lado positivo, minha experiência
profissional foi lá pra cima... redator/revisor/coordenador da criação/suporte
informática/enviador de anúncios/tráfego... e ainda tinha de encontrar tempo
para criar, já que redação publicitária é um processo de criação. Com a
experiência de uma agência de publicidade, mas cansado da dedicação sem retorno,
decidi mais uma vez que era hora de sair da zona de conforto. E o convite para
um novo desafio já havia sido feito: trabalhar na produção ou mídia da Caravana
da Cidadania Cultural, uma ação do Ministério da Cultura, que visava
descentralizar as ações da secretaria do MinC e mostrar os caminhos que
artistas, prefeituras e projetos devem seguir para conseguir apoio do Governo
Federal para suas ações culturais. Opaaa, com um convite para voltar pra cultura
e ainda tendo a opção de escolher qual função ocuparia naquele momento, as
dúvidas que vieram à cabeça foram: quando saio da agência, peço demissão ou sou
demitido e que cargo escolher na Caravana, o de produção, trabalhando com
artistas e fornecedores ou mídia, junto de jornalistas e a parte mais séria do
projeto. Demissão. Produção. Tchau agência!
Em agosto de 2009 aconteceu
aqui no RN a edição da Caravana da Cidadania Cultural, que vocês podem assistir
o vídeo no You Tube.
http://www.youtube.com/watch?v=eKp7Y53HnuA
Depois disso trabalhando entre uma produção e outra, tive a oportunidade
de fazer uma capacitação oferecida pelo Ministério da Cultura juntamente com o
SEBRAE - a Oficina de Negócios da Música.
Dominando melhor as
ferramentas de comunicação como assessoria de imprensa, publicidade e marketing
e com a experiência em produção cultural e a recente qualificação em negócios da
música, foi chegada a hora de encarar mais um desafio: a produção de bandas. E
como desafio pouco é ruim, escolhi três bandas, todas no estilo Rock/Heavy.
Deadly Fate, Guitaura Medieval e Khrystal Flame.
Esses contatos e esses
mundos diferentes que vou degustando sempre me oferecem novas oportunidades.
Atualmente trabalho desenvolvendo mídias sociais para diferentes clientes:
bandas, estúdios de gravação, gráficas, cursos. O resultado de atuar em
diferentes áreas da comunicação, são os diferentes convites para se atuar.
Revistas especializadas em rock convidam para escrever resenhas ou cobrir
eventos; artistas lançando discos convidam para eu divulgá-los; cliente
precisando de uma campanha barata, arrumo uma solução, e o que me dá mais prazer
– coordenação de produção, gerenciando os eventos.
E acho que agora
posso responder as perguntas guias desta atualização.
Meu melhor
trabalho são as assessorias de imprensa para bandas ou eventos, pois escolho a
dedo os clientes e só trabalho por afinidade. Depois vem o dinheiro. Escrever um
livro? Só não começo agora porque ainda tem muita história para viver e só um
evento que produzo de cultura alternativa já enche muita página em branco com
histórias inusitadas. Então tenho de absorver mais.
Meu sonho é cobrir
alguma investigação sigilosa, dessas que quando concluída trazem um pouco de
esperança para um país mais justo. E por último, minha inspiração para criar vem
do amor que tenho pela arte, pelo prazer que sinto em dar forma aos pensamentos.
Por isso sempre me pergunto: o que faço é trabalho ou diversão?
“Escolha
um trabalho que ame e não terás que trabalhar um único dia em sua vida.”
www.lucianodantas.carbonmade.com
www.contraceventos.blogspot.com
www.myspace.com/deadlyfateband
www.marianaflor.blogspot.com
www.estacaoribeira.blogspot.com
Textos de Luciano Dantas nos projetos da Fundação Fórmula
Cultural:
Questão de grandeza
Lei Seca - do papel para as ruas
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