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  • JORNALISTA JANAÍNA MARTINS - RIO DE JANEIRO/RJ

     

    Repórter: os desafios da profissão


    Em 1995, quando ingressei no curso de graduação em Jornalismo da FAESA, em Vitória (ES), já sonhava com o dia da minha formatura, afinal seriam quatro de anos de muita dedicação e trabalho. Mas chegar ao final do curso não foi nada fácil. Estudar e estagiar ao mesmo tempo era penoso, mas no fundo eu sabia que todas essas horas dedicadas iriam valer a pena.

     

    E foi assim que tudo começou. Desde o 2° período da faculdade, já estagiava em empresas de comunicação. No último período, fui trabalhar numa revista especializada na área de petróleo. Era um desafio e tanto, para quem não dominava, na época, a linguagem do setor e nem o idioma inglês. Além disso, as matérias eram feitas em estados diferentes, comecei a viajar e a enfrentar os primeiros desafios de um repórter. Eu preparava sozinha a pauta, marcava as entrevistas, procurava o local marcado, fotografava, editava o texto e enviava para a revisora para as providências da tradução e diagramação. Comecei a sentir na pele que o mercado pedia mil funções para os recém-formados, além disso, vi a possibilidade de aumentar os meus ganhos.

     
    Quando me formei, em 1999, fui efetivada na empresa e escalada para uma série de matérias na Cidade Maravilhosa. Nunca tinha visitado o Rio de Janeiro, nem em períodos de férias. Mas o destino já tinha reservado uma bela surpresa. Durante um evento, conheci uma jornalista, muito experiente no setor de petróleo, e acabamos virando grandes amigas e sócias em uma empresa de comunicação. Grande mudança na minha vida.

     
    Em 2002, fui morar sozinha no Rio e em dois anos já tínhamos muitos clientes importantes e isso ajudou a abrir muitas portas. Depois desse período, fui trabalhar numa empresa de grande porte (onde estou atualmente) e isso gerou outras novas oportunidades de trabalho. Cobria muitos eventos, feiras, congressos, seminários, entre outros, o que possibilitou divulgarmos o nosso trabalho. Eu sempre soube aproveitar as oportunidades, nada cai do céu. Mesmo trabalhando o dia inteiro, nunca deixei de fazer freela, pois quem não é visto não é lembrado.    
     
    Uma dessas oportunidades foi a viagem recente que fiz à Antártica. Fiquei mais ou menos um ano solicitando a viagem, dia sim e o outro também (srsrrsrs). Fui muito insistente e em nenhum momento perdi a esperança de conseguir, pois poucas pessoas têm o privilégio de fazer essa viagem. Para se ter uma idéia, em 2006, apenas 380 pessoas tiveram por lá. Quando recebi o telefonema de convocação para a viagem, mal consegui acreditar, mas depois pensei: só conseguimos conquistar o que queremos, quando queremos algo de verdade, com o coração. É e assim que costumo trabalhar, com o coração."
     
    Fotos: Thelma Vidales

     

     

    Confira a série "ANTÁRTICA" no projeto Web Magazine Pioneer

     

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